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Os olhos são as janelas da alma
Esta expressão vem sendo muito usada na literatura, mormente por poetas, para expressar um pensamento : é pelos olhos de uma pessoa que lhe conhecemos o íntimo.
Machado de Assis mudou muito pouco sua construção; dizia que os olhos são o espelho da alma.
É uma frase de Alphonse Karr, escritor francês muito popular no século passado. No original : les yeux sont les fenêtres de l’âme. José de Alencar foi um dos divulgadores no Brasil, bem antes de Machado de Assis. Citou-a na crônica Ao correr da pena, em maio de 1855, na qual diz : “ Ora, há muitas almas que têm a felicidade de poderem de manhã abrir suas janelas de par em par, e se debruçar nelas para espreitarem o que se passa adiante do nariz.”
Mas a frase não é original. Ela é mera repetição de um pensamento que se encontra no Evangelho de São Mateus , capítulo VI, versículo 22 : “ Teu olho é a lucerna do teu corpo.”
Mormente é um advérbio. Usado na língua culta, significa principalmente, sobretudo. Origina-se de mor + -mente. Pode-se dizer, também, maiormente, embora seja palavra menos usada.
Lucerna é um substantivo feminino. É um tipo de lanterna que se coloca no alto de um cômodo ou construção, para iluminar o seu interior. Relaciona-se com a palavra lucarna, outro substantivo feminino, mas de significado um pouco diferente : abertura no teto de uma casa para dar luz. Em lugar de lucerna, pode-se empregar, de igual modo, luzerna, lampadário, lumeeira.
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