Criar

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06/04/2010
Criar adota brindes sustentáveis
O Criar, com matriz em Ribeirão Preto, criou brindes de material reciclado, feitos com a participação de detentos da região. A ideia foi agregar à peça valores de cunhos ambiental e social. Cerca de 3 mil peças foram distrbuídas para estudantes da cidade


Visando agradar seu público e entregar um brinde diferenciado com sua marca, o Criar-Sistema de Ensino de Língua Portuguesa distribuiu neste ano, por conta de sua campanha de matrículas, uma peça bastante descolada: o estojo feito com lonas de campanhas publicitárias já passadas da rede de ensino e mais: confeccionados com apoio de detentos de uma penitenciária da região de Ribeirão Preto. Três tacadas em uma só iniciativa: produzir um brinde criativo, em que nenhuma peça é igual à outra, com apelo social e ainda agregar caráter ambiental ao objeto escolhido, já que a matéria-prima tem origem na reciclagem.

A ideia do brinde do Criar surgiu durante o planejamento da campanha de matrículas de 2010. “Reaproveitamos lonas que foram usadas em eventos da rede de ensino em anos anteriores. Nossa sugestão foi preparar estojos com este material reciclado para serem distribuídos com panfletos na porta das escolas”, explica Isabella Godi, diretora proprietária da agência Uzze, que atende o Criar.

Além das lonas aproveitadas, foi preciso arrecadar mais material com parceiros para se obter a quantidade exata de estojos sugeridos. Participaram da ação as empresas de Ribeirão Preto: Painew, DTP e a Ubertintas.

Os brindes foram produzidos manualmente por detentos. Ao todo foram confeccionados 3 mil estojos.

Segundo a consultora de marketing do Criar, Daniela Lui, a competitividade real entre as empresas deixou de ser pelo preço já há algum tempo para ser principalmente a qualidade, a empatia com os valores e tipo de relacionamento que a empresa deseja manter com seu público. “Estamos sempre pensando em como podemos evitar o desperdício de recursos, reaproveitar nossos materiais e engajar mais e mais pessoas na valorização da escrita e da leitura como desenvolvimento do ser humano, por isso abraçamos a ideia dos estojos, que além de aproveitar um material que iria para o lixo, usou mão de obra de uma população normalmente excluída dos interesses da sociedade.”
   
 

 

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