MEC divulga desempenho dos colégios de ensino médio no país; entre melhores, apenas 8% são da rede oficial
Para particulares, exame é a única prova nacional; Colégio Vértice (SP) assume o primeiro lugar do país
Para ser escola pública top no país, precisa fazer seleção de alunos e contar com condições raras no restante da rede, como professores com pós-graduação e aulas práticas. Também deve estar ligada a instituição de ensino técnico ou universidade.
O panorama será mostrado hoje pelo governo federal, com a divulgação das notas por escola no Enem 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio).
Para educadores, as exceções do sistema público podem mostrar formas de melhorar o restante da rede oficial, que teve resultados inferiores aos da particular, mais uma vez.
Entre os 10% mais bem classificados (1.793), só 8% dos colégios são públicos, percentual igual ao do Enem anterior. Alteração do currículo e ampliação da jornada, dizem os pesquisadores, são iniciativas das tops públicas que poderiam ser replicadas.
Para a rede particular, o Enem é a única avaliação nacional que engloba todas as escolas. O colégio Vértice (SP) obteve a melhor posição do país.
A maior abstenção de alunos na história da prova do Enem pode ter interferido no resultado final das escolas.
As melhores públicas
"99% dos alunos estão em um ensino médio indigente. Há uma quantidade excessiva de conteúdos no ensino médio. O currículo é quase enciclopédico"
GUIOMAR NAMO DE MELLO, educadora, ex-secretária de Educação de São Paulo (1982-1985)
"A parte educacional é tão importante quanto o controle rígido da frequência e das tarefas. A situação poderia ser melhor se tivesse um comprometimento maior das famílias"
VANDERLEA BARBOSA, coordenadora pedagógica do colégio municipal Castro Alves (Posse-GO), primeiro colocado entre as escolas públicas do país que não selecionam os alunos
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